Terça-feira, Julho 14, 2009

se me perguntarem, eu digo: só tem dois gênios vivos no mundo








Segunda-feira, Julho 13, 2009

se me perguntarem, eu digo: esse foi o dia mais louco da minha vida

Me sinto tomado por uma força inacreditavelmente maior do que eu para revelar algo que eu mesmo havia esquecido. Até ontem eu achava que minha vida estava prestes a se tornar uma comédia, gênero que não me agrada inclusive. Fui confundido com o novo marido da minha ex-mulher pela síndica do prédio dela, tenho que ir lá buscar meu filho e essa foi a piada mais sem graça que já vivi, tenho que me contentar com a idéia de que viver de música é maneiro, porque está foda viver exclusivamente de música e digo isso com pesar, se passam 9 anos de pura autonomia pessoal e agora ficou muito difícil de planejar algo duradouro com o lamentável meio musical econõmico vigente, não rola de guardar dinheiro pra nada.
Sou tomado por essa força que hoje me fez rolar de brincar no chão descalço com meu filho, ele sim, a única força que me tira de 0 a 10, me põe no eixo, me faz sentir que tenho uma função importante. Eu estava sentado nesse mesmo computador, em frente ao nada, sem nada mesmo querer quando comecei a rever minha vida... como estou lendo muita coisa séria sobre o universo, e tomo o universo como algo tão grande e tão velho que segundos representam mil anos nas esferas cósmicas... e eu estou aqui no último milésimo de segundo da existência humana na Terra... bom, em minutos eu vi minha vida toda, os pontos bons e ruins, as coisas legais e as não... eu sempre soube quando, onde, como e com quem eu queria estar. Eu sempre soube onde fica o meu pedaço de paraíso e as pessoas mais lindas que eu já pude conhecer. A melhor família do mundo, o melhor exemplo de beleza e amor humano. Não ouso dividir esse local com ninguém, mas algo me atraiu a essa imagem, algo como "não quero essa comédia para mim" ou melhor, onde foi que eu resolvi perder essa mulher, onde foi que eu perdi minha coragem, coragem que só o meu filho trouxe de volta com firmeza de titãnio, de fibra de carbono mesmo. Onde foi que eu desisti da felicidade plena? E no entanto, me sinto como esse normal relez ser humano que, com meus erros, tento estabelecer um padrão moral legítimo, feliz, pleno e rico para esse meu filho que eu amo tanto e que, se não fosse por minhas falhas, talvez nem tivesse nascido desse jeito porque eu teria me perdido nos braços de uma outra mulher, mulher que era menina e que nunca foi uma piada, foi o maior amor da minha vida. Acho que me redimi de algo agora porque me sinto muito bem... bem... bem...

Sábado, Julho 11, 2009

se me perguntarem sobre azar, eu digo

eu sou desse tipo de homem que identifica e anda lado à lado com o azar. O que é azar? Se me falam sobre azar com mulher, não acredito. Se me falam de azar com dinheiro, acredito. Azar é má sorte, ou seja, pode ser identificado como um símbolo, uma pessoa ou um ato de falta de fortuna, oportunidade. Eu sou do tipo de homem que tem azar quando encontra determinadas pessoas que me causam um mal presságio, mal agouro mesmo, eu chego a vomitar as vezes de tanto azar que eu sinto.
Ontem eu saí de casa disposto a me divertir com meus irmãos. Fomos, os três, para uma festa característica de Brasília, uma festa de roqueiros. Dançamos, um de nós até se engafinhou, o outro bebeu, nos divetimos. E eu ali, com aquele sentimento de roda presa, uma coisa esquisita nas vértebras, um sentimento de que algo me rondava e me deixava borocoxô. Identifiquei a pessoa, disse a ela o quanto eu me sentia azarado do lado dela, assim como essa pessoa teve o azar de me ouvir dizer isso, é tudo azar, a pessoa falou, ok, eu não falo mais com você. Como se isso fosse resolver o meu problema... o fato é que, as vezes eu digo aquilo que não preciso para pessoas que não conheço e isso não é legal. Por outro lado, apesar de estar escrevendo sobre esse azarado filho da puta que me causa enjôo, eu poderia não ter explicitado à ele minha opinião. Poderia ter ficado calado.... mas daí o azar seria só meu e isso não pode.

Sexta-feira, Julho 10, 2009

se me perguntarem sobre viver de música em 2009, eu digo

Tenho certeza que hoje eu curto mais ouvir música do que tocar música. Já foi o inverso, já vivi o tesão das multidões e dos pequenos espaços, do indie ao mainstream sem ser nem um e nem o outro. Contudo, isso me causa um certo desgosto pessoal. Não sei se posso dizer que estou realizando nada de novo. Não tenho certeza de que Tudo de Bom dará certo nas rádios, nos shows, não sei mais quais são os padrões a serem seguidos no meio musical. No conforto do meu estúdio, trabalhando em família e com muito pouco dinheiro eu sou mais feliz, mais completo e mais livre. O abismo que se abre entre ouvir música e tocar música é uma ferida exposta. Não me parece sadio curá-la na atual conjuntura. No que vou me agarrar? Nos sonhos alheios? Não é do meu feitio encostar nas costas dos outros ou depender dos outros assim como aconteceu no meu trabalho. A solidão das respostas que tenho para meu problema é infinitamente pequena frente a desilusão de saber que, se não foi pela qualidade e pela vontade e tamanha dedicação, que seja pelo menos pelo exemplo do Maskavo que eu prossiga os meus anseios mais internos, continuar desempenhando meu papel nessa banda, nesse mundo, sem muitas pretensões pois não sou filho de mãe virgem e nem de pai milionário. Misteriosamente, sinto uma fé muito grande nas músicas que tenho ouvido, me sinto feliz pelos outros que me agraciam com tamanho sentimento, dedicação, prazer. Queria estar lá, no Dó Maior, no Lá menor e no Fá sustenido maior. O sol está brilhando lá fora e eu vou ter com ele uma conversa solar.

Quinta-feira, Julho 09, 2009

se me perguntarem, eu digo


quando você sai de casa depois de ter feito tudo o que tinha pra fazer com responsabilidade, amor e carinho e é confundido com outra pessoa, foda-se, a melhor coisa é chegar em casa e tomar um porre de vodca.